De repente nos damos conta de como todo o Planeta é frágil. Que não só um asteroide gigante pode causar danos sérios à Terra, como também, um simples vírus que começa em uma única pessoa e, em alguns meses, atinge o mundo inteiro.

A vida humana está sem garantias nesse mundo. Uma fagulha anímica que pode se apagar em um pequeno espirro, como uma flor que é levada por um vento forte. Somos impotentes diante das catástrofes naturais e da evolução abrupta da biologia. Ficamos reduzimos à apreensão, diante de um reles mosquito ou de um aperto de mão que causa uma pandemia, espalha medo e contabiliza mortes.

Mas nada nesta terra é em vão. A COVID-19 vem para abrir nossos olhos e mente sobre a convivência em sociedade, vem para nos chamar a atenção ao bem comum e, principalmente, para nos deixar claro que o único no controle é Ele, Deus, o Governador da existência, que rege os parâmetros dos acontecimentos e sempre se manifesta para nos ensinar alguma coisa em prol do nosso bem, seu objetivo único.

Necessitamos entender logo que as nossas atitudes podem influenciar não somente as pessoas a nossa volta como o nosso bairro, nossa cidade e as vidas de um mundo inteiro.

Vamos dar os cotovelos e nos unir não só diante de uma pandemia, mas na construção de um mundo melhor, mais justo, menos rancoroso, com mais amor e compreensão, com menos egoísmos e malandragem. Esse é o mundo que Deus almeja para todos nós.

Aproveite o tempo em casa, olhe para sua família e perceba que por trás de todo o caos instaurado pelo vírus, está a oportunidade de reconectar-se com seu lar, com seus filhos e parentes para dividir momentos que há muito tempo não tínhamos a oportunidade.

Escolha também um instante para si. Leia um livro. Relaxe, escute uma música. Coloque as séries em dia, conserte algo que há muito tempo está quebrado. Mude os móveis, a casa toda. Redecore. Ou simplesmente se jogue no sofá e reflita sobre a sua vida em um mergulho dentro de si mesmo deixando brotar as decisões que estão guardadas há muito tempo e as transformações que urgem dentro de você. E reflita.

Diante do vírus somos todos iguais. Ele não escolhe classe social ou etnia, nem status ou estilo de vida.

Todos estão assustados sem diferença. Aqueles que temem pela vida, por um caos social, pelos seus negócios ou boletos a pagar. Podemos mover mundos e fundos ou ter tudo, mas se Deus decide, é a vontade Dele que prevalecerá, não importa quem sejamos.

Muitas lições tiramos de um momento difícil. É essa a natureza do sofrimento da existência que Deus criou. Exatamente o que Ele espera da gente é a evolução para um mundo mais altruísta e menos interesseiro. Que olhemos menos para o próprio umbigo e mais para a necessidade do outro, para a Terra como um todo.

Que todos nós possam aproveitar a quarentena para tentar achar um sentido nisso que estamos passando e crescer espiritualmente. Tirar um proveito divino e inserir essa lição de responsabilidade e generosidade em nossas vidas, mesmo depois que o vírus nos deixar.

Mas enquanto ele nos aflige, rezemos todos por misericórdia ao mundo, pelos nossos avôs e avós. Por todos familiares. Rezemos para que Deus varra o quanto antes essa doença dos nossos dias. Que a vacina seja encontrada o mais rápido possível e então, depois de tudo, as pessoas entendam que querer controlar a vida é mais do que tolice, é soberba, porque o destino do homem a Ele pertence e sempre pertencerá.

O que nos cabe é propagar o bem e exercitar humanidade em nossos corações. Para colher, ali na frente, a cura para a infelicidade.

E, enfim, contaminar o mundo apenas com alegrias.

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Luciano Cazz
Luciano Cazz é formado em Comunicação, também ator e roteirista pela NYFA (New York Film Academy). Além de estudante de Psicanálise. Autor do livro A Tempestade Depois do Arco-íris.