A situação do mundo está difícil, o isolamento nos desequilibra. A falta de abraço e de contato humano nos abre vazios no peito, na alma.

Carecemos de afeto enquanto vemos um mundo de pessoas egoístas e insensíveis, mais preocupadas em fazer valer suas ideias do que com as vidas que se perdem em meio a essa confusão virulenta.

O resultado disso é um monte de pessoas tristes e preocupadas, com a saúde, com o bolso.

O medo toma conta de uns, o descaso de outros. E todos sofrem danos de alguma forma.

Tem quem perca tudo, tem quem chore a partida de pessoas importantes, mas a dificuldade é geral e o sofrimento também. Diante de uma situação difícil para a humanidade, a dor só muda de nome.

Então, vamos ser mais generosos no trato diário. Entender que a pessoa diante da gente pode ter perdido alguém da família ou um amigo querido a pouco tempo.

Talvez ela esteja sem emprego há meses e passando por duras dificuldades financeiras, sem poder cuidar de si ou prover a família, seus filhos pequenos. Imagina o desespero que existe por trás daquele mau humor ou daquela falta de atenção.

Por isso, precisamos ser menos implicantes e mais relevantes com as intempéries alheias. A situação atual do mundo deixa todo mundo nervoso. Muitos estão a ponto de explodir, outros pensando em acabar com a própria vida.

Então vamos deixar muita coisa para lá. Vamos também evitar levar para o lado pessoal, compreender o momento, ou talvez até fingir que nem foi com a gente.

Vamos segurar nossos sentimentos negativos, já existe gente demais espalhando coisas ruins no mundo.

Em vez disso, que tal soltar gentilezas e liberar alegrias?

É fundamental, apesar de tudo que o mundo atravessa, exalar positividade. Certamente, esse caos que vivemos atrapalhou muita coisa, mas isso não nos impede de ser compreensivos. De auxiliar o próximo e ter empatia com a dor alheia.

Aliás, é o que o momento exige. Então vamos caminhar na paz, em paz e transmitir paz. Porque é preciso ter mais consciência sobre as necessidades desse transtorno mundial, pois não podemos ser mais um problema nesse oceano de vicissitudes que tem sido nosso dia a dia.

Assim, precisamos é agir com sabedoria. Por isso, seja leve e paciente como gostaria que fossem com você. O Universo agradece e oferece incríveis recompensas.

E leve com você essa atitude: ao passar pelo outro, sorria mesmo de máscara. Porque pelos olhos ainda podemos dizer:

“Eu te entendo. Não se preocupe, vai passar.

Porque vai.

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Luciano Cazz
Luciano Cazz é formado em Comunicação, também ator e roteirista pela NYFA (New York Film Academy). Além de estudante de Psicanálise. Autor do livro A Tempestade Depois do Arco-íris.