Uma pessoa feliz e bem resolvida é incapaz de escrever comentários de baixo calão ou disseminar ódio pelas redes sociais. Isso não é coisa de gente com autoestima saudável.

A impressão que dá é que a humanidade está doente, porque a disponibilidade para odiar parece vencer de longe a bondade e o altruísmo.

As pessoas odeiam políticos, artistas ou qualquer pessoa que faça um comentário contrário às suas convicções nem sempre tão certeiras.

Então, é uma chuva de julgamentos generalizados por uma foto postada. Uma avalanche de comentários depreciativos sobre o corpo e a alma de quem as pessoas nem sequer conhecem de verdade.

Expressar opinião nas redes sociais virou um “Deus nos acuda”. Parecem as antigas cruzadas onde as pessoas se matavam aleatoriamente engalfinhadas num sem sentido de vida.

Então, precisamos de armaduras para protegermo-nos dos ataques insanos de quem a gente nunca viu na vida ou até do amiguinho que resolve destilar sua amargura opinando sobre aquilo que não faz a mínima ideia.

E essa onda de haters parece que aumenta cada vez mais. Alguns se escondem atrás do computador e distribuem um ódio pela internet que jamais seriam capazes de demonstrar no olho no olho.

Descarregam os rancores que guardam por seus familiares ou detratores.

E tentam covardemente escoar os desafetos que carregam e doem no peito. Um desvalor quem têm de si mesmos. 

Um hater certamente não deve estar satisfeito com seu trabalho ou, talvez, sua frustração seja na cama mesmo. Quem sabe sofra pelas qualidades que lhe faltam e ser cruel com os outros seja a única forma de se sentir bem consigo mesmo

Pode ser a postura de um mal-amado, avandonado, desprotegido, rejeitado, Quem sabe de  um abusado, um frustrado. Agora, com certeza não é de alguém feliz.

Porque funciona assim: odeia-se alguém porque existe algo dentro de si ou na própria vida que não se admite odiar mais ainda.

A pessoa pode até discordar ou achar um absurdo uma postagem, mas o que move alguém a comentar algo ofensivo e mal educado é a infelicidade que carregam consigo todos os dias.

São as frustrações de uma vida insuficiente que impulsionam um ser nem tão humano, ou em demasiado, a usar o espaço de comentário nas redes sociais como uma faca.

Entetanto, o ódio é paliativo, como uma substância química que aquieta um vício por um tempo, mas logo passa o efeito o corpo pede mais.

Então, nossos perversidades são liberadas trazendo uma falsa sensação de plenitude, a qual esvai-se em cinco minutos e, então, o teclado do celular vira, viciantemente, uma metralhadora de insultos, ironias e agressões desnecessárias que não constroem a felicidade de ninguém.

Porque as pessoas felizes, não estão na internet odiando e provocando brigas. Elas estão correndo atrás de seus objetivos e realizando seus sonhos. Estão amando seus parceiros, ajudando seus amigos e cuidando de sua família, porque são lovers em vez de haters.

Estão fazendo sucesso, em vez de torcer pelo fracasso dos outros. Elas agregam paz e amor, em vez de desarmonia e confusão, porque inspiram luz e não escuridão.

Por isso, da próxima vez que você ler um comentário cheio de maldade na internet ou alguém lhe escrever algo com essa energia, lembre-se: Todo hater é infeliz…

Então, sorria e passe para o próximo. Afinal de contas, pessoas bem resolvidas, não desperdiçam vida respondendo aos haters.

Elas, simplesmente os ignoram porque preferem usar seu precioso tempo para ser feliz ao lado de quem, realmente, sabe amar.

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Luciano Cazz
Luciano Cazz é formado em Comunicação, também ator e roteirista pela NYFA (New York Film Academy). Além de estudante de Psicanálise. Autor do livro A Tempestade Depois do Arco-íris.