O tipo de relacionamento que você escolhe ou a paixão que vive tem muito a ver com o amor que você tem por si mesmo. Relacionar-se diz muito sobre sua autoimagem e o tipo de afeto que você acredita que merece. 

O seu relacionamento diz exatamente tudo aquilo que você é capaz de aceitar, assim deixando claro o tamanho da sua autoestima.

Isto significa que, quanto mais desamor você se permitir receber, menos amor-próprio você tem.

“Ah, será a última chance.”

“Ele(a) vai mudar.”

“Mas ele(a) me disse que me ama.”

Não tenho como me sustentar.”

Esses são só os subterfúgios que você se afoga para não ver o mais óbvio: Você não se ama, e deixa isso claro ao relacionar-se com alguém que não lhe faz bem.

Porque quem aceita o desrespeito, não respeita a si mesmo. Quem mendiga afeto, não se acha digno de um amor lindo e pleno.

Veja bem, você aceita o amor que merece. Por isso, quando a relação é tóxica ou até insuficiente, mas a pessoa que se ama, ela diz:

Chega, isso não é para mim. Eu mereço coisa melhor.

Então, é quando você entende que o amor é bom, pois existe para fazer bem a sua alma. Uma certa recompensa das agruras da vida. Assim, não tem como aceitar que um relacionamento seja mais um problema em sua vida. Ele deve ser a solução.

Inegavelmente, os desentendimentos existem e ajustes na relação são necessários. Mas se isso custar a sua integridade física, moral ou psicológica, não vale a pena.

Exatamente porque o amor é um retorno de todo bem que uma pessoa lhe faz. O sentimento equilibrado nasce da gentileza, na forma doce e especial com a qual você é tratada. Relacionar-se é ser mais feliz.

Se deixou de ser, se você chora mais do que sorri, é hora de partir. Sem novas chances ou velhas desculpas, porque você já sabe que a pessoa não vai mudar e que os erros irão se repetir.

E agora você entende que aquele cavalheiro ou aquela dama era só um tipo para conquistar você.

Não tem mais como ficar mentindo a si mesmo. A gente deixa passar e se força a acreditar. Mas chega.

A autoenganação é só mais um sintoma de falta de autoestima. 

Principalmente, compreenda que você pode viver sem esse relacionamento sim. Que o mundo não vai acabar junto com a sua relação, ainda mais se lhe faz mal.

Entenda que existem muitas possibilidades de amar mundo a fora esperando por você.

E nada supera o amor-próprio.

Liberte-se. Escolha-se. AME-SE!

De fato, é só se amando que você descobre todo o amor que realmente merece. E ele é o melhor. Não aceite menos do que isso.

Porque se não for para lhe tratar como a pessoa mais incrível do mundo, nem queira

Antes só do que mal amada.

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Luciano Cazz
Luciano Cazz é formado em Comunicação, também ator e roteirista pela NYFA (New York Film Academy). Além de estudante de Psicanálise. Autor do livro A Tempestade Depois do Arco-íris.