Um problema por si só já carrega toda uma gama de dessabores e conflitos nos causando angústia e ansiedade. Já o medo vai mais além, afugenta sonhos e potencializa as adversidades.

Inclusive, quando permite que a insegurança de enfrentá-los seja maior do que tudo, o problema se torna muito maior do que é.

Agigantado pelos seus olhos ou pelo seu coração, você se sente cada vez menor diante dele. Insignificante perante um contratempo nem tão cruel assim. Com efeito, decorrem várias consequências.

Em primeiro lugar, vem a NEGAÇÃO.

Tenta-se ignorar a existência da adversidade. Desta forma varremos a sujeira para baixo do tapete, como se fosse possível sumi-la da realidade. Entretanto, não é.

Assim, os problemas continuam, sorrateiramente, atrapalhando nossa vida mesmo que os ignoremos.

Porém, chega um momento em que fica inevitável dar-se conta. Então, tentamos desviar e nos esconder. Ou, ainda, encontrar uma maneira de deixar as vicissitudes passarem sem encostar na gente. Só que não dá.

A onda cresce gigante diante dos nossos olhos. O medo bate e a gente não consegue pensar direito.

Então, fica paralisado diante do inevitável ou vira e tenta fugir em direção à areia, mas a onda nos arrasta antes.

A gente capota, rola no movimento da espuma salgada. Bate a cabeça, rala a pele. Engole água. Então, procura o ar desesperadamente e escapa, porém, exaustos, machucados.

Enquanto as pessoas que enfrentaram o medo estão lá depois da rebentação, onde as ondas não os atingem mais.

De fato, elas decidiram segurar firme e esperar a série passar para, assim, saírem do mar com segurança.

Isto porque conseguiram pensar e tomar a decisão mais eficiente e corajosa, naquele momento, que era a de correr na direção da onda e furá-la atravessando-a bem no meio.

E é assim que você deve reagir a todas as adversidades.

Certamente, o coração vai bater mais forte, você vai ter vontade de fugir desesperadamente, de desistir de tanto medo dos problemas, mas não faça isso.

Pelo contrário, corra de cabeça erguida na direção deles o mais rápido possível e fure-os bem no meio, cheio de gana, para ultrapassar sem ser levado, mergulhando nas soluções e nas mais acertadas decisões.

Da mesma forma, quando se ver diante de novos desafios na vida, não os tema.

É sempre aquele frio na barriga. Todavia, ele deve ser positivo, gerador de pró-atividade, de desejo para que tudo dê certo.

Em vez de um pavor que o paralisa e impede você de fazer os grandes movimentos que é capaz, de mostrar as coisas incríveis que carrega dentro de si.

Porque, assim, o medo faz com que você viva como uma formiguinha em um mundo de pessoas.

E, então, você se torna operário dos sonhos dos outros e cai no comodismo de deixar a vida passar evitando os desafios que o levaria ao topo, ao protagonismo do seu destino, ao que entende por felicidade.

Ainda mais que, muitas vezes, nos amedrontamos por um monstro que não existe. Por uma tragédia anunciada dentro da nossa imaginação.

A gente faz planos de fracassos, projeta uma trajetória de desastres. Antecipa a derrota e acaba desperdiçando o sucesso por pura fantasia de que não vai dar certo.

Entretanto, se não der certo e levar um caixote, aproveita a experiência e da próxima vez, corre mais rápido na direção da onda.

Não quer dizer que não vá haver medo. Sim, sempre há. E muitos são justificáveis. Só não podemos perder para o medo que é puro obstáculo.

Então, toma os cuidados que precisa tomar, coloque os perigos nos seus devidos lugares e mergulha de cabeça no seu sonho, na linda busca por seus objetivos, no desejo de ter uma vida bela e feliz.

Mas nunca desista de enfrentar, seja o que for, pela sua verdade. Seja sempre autêntico. Tenha fé, acredite em Deus, no Universo e, principalmente, em você mesmo.

Fure a onda. E apesar de um mundo de dúvidas em sua cabeça, tenha a certeza de que sua alma é forte o suficiente para superar as adversidades.

E, além de ser capaz de reagir firme aos problemas, você ainda possui uma magia especial destinada a ser exemplo no mundo.

Não tem outro sentido para a vida, uma vez que os transtornos nunca deixarão de existir. Você só precisa entender que:

“A coragem é a maior das virtudes, porque sem ela, nenhuma outra terá vez e sentido.”

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Luciano Cazz
Luciano Cazz é formado em Comunicação, também ator e roteirista pela NYFA (New York Film Academy). Além de estudante de Psicanálise. Autor do livro A Tempestade Depois do Arco-íris.