Agredir uma mulher é um ato de extrema covardia física. Se a mulher tivesse a mesma força do homem, a realidade seria bem diferente.

É inacreditável que o país, cujo povo é considerado tão alegre, seja responsável por esses números absurdos sobre a violência contra a mulher. Segundo às Nações Unidas para Crime e Drogas a taxa global de homicídios femininos foi de 2,3 mortes para cada 100 mil mulheres em 2017.

Por exemplo, no Brasil, segundo os dados divulgados de 2018, a taxa é de 4 mulheres mortas para cada grupo de 100 mil mulheres, ou seja, 74% superior à média mundial.

Isso significa que a cada 7 minutos uma mulher sofre algum tipo de agressão no país. Ou seja, enquanto você lê esse texto, certamente uma mulher foi vítima de violência. E isso é muito triste.

A bem da verdade, pior do que agredir uma mulher é ainda agredir a mulher que ama.

Isto é mais do que covardia.

É a decadência de um homem, quando faz usufruto de uma força muscular, que uma dama notadamente não possui, para exercer a covardia da tirania sobre aquela mulher que optou por amá-lo.

E muitos desses homens não tem problema com vícios de entorpecentes ou bebida. Pelo contrário, são homens comuns e teoricamente saudáveis.

Eles simplesmente se dão o direito de perder a linha e partir para a violência porque foram contrariados, seja pela roupa que a moça usa ou pelo amor que ela não quer mais lhe dar.

É importante entender que a violência contra mulher não é definida pelo caráter evidentemente machista da sociedade. E sim, pelo caráter do homem que agride, pois todos vivem na mesma sociedade, porém, nem todos batem em mulheres.

Ou seja, não é cultural, é criminal.

Por isso, a criação de um menino é fundamental, uma vez que essa postura não começa de uma hora para outra.

Provavelmente tem origem na infância, não só por um pai dentro do esteriótipo machista que desvaloriza a mulher o tempo todo e se gaba disso, como também, em uma mãe que mima o filho demais, quiça submissa.

Deste modo, quando ele começa um relacionamento, espera que a mulher o trate da mesma forma e faça todas as suas vontades, partindo para violência física quando isso não acontece.

De um outro lado, homens que não tem relações saudáveis com suas progenitoras podem ter dificuldade de lidar com a rejeição de uma mulher. Isso porque remete à dolorosa sensação de falta de amor por parte da mãe.

O que também, obviamente, não é nenhuma razão justificável para a violência seja física ou psicológica, já que, de fato, não há nesse mundo algum motivo que explique tamanha covardia.

Além disso, quando o próprio filho sofre violência, ele aprende que quem ama também bate e torna-se um agressor.

Portanto, mulheres, se o seu companheiro tem histórico de brigas em bares e, principalmente, já agrediu em algum relacionamento anterior, ligue o alerta.

É bem prováver que você esteja se metendo em uma furada, já que um homem nunca é vítima quando agride, pois sempre pode escolher não o fazer, mesmo quando provocado.

E se, por acaso, você for agredida, não dê a outra face. Dê as costas e vá embora. Mas não sem antes passar em uma delegacia e fazer uso da Lei Maria da Penha.

Entenda que você não merece nenhum tipo de agressão. Pelo contrário, sua sensibilidade combina com rosas, declarações de amor, com homens românticos que sabem lhe dar prazer e fazer você feliz.

Ou mesmo sem tantos floreios, a violência NUNCA será cabível, pois se não há respeito, não vale a pena.

Não aceite jamais, você não merece qualquer agressão!

Em vez disso, quebre o silêncio! Ninguém tem o direto de encostar um dedo em você, nem para fazer carinho, se essa não for a sua vontade.

Os homens têm mais vantagem física, mas não há dúvidas de que as mulheres podem ser muito mais fortes que a violência:

Se a força do homem é seu punho em riste, a da mulher é a sua voz. Denuncie!

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Luciano Cazz
Luciano Cazz é formado em Comunicação, também ator e roteirista pela NYFA (New York Film Academy). Além de estudante de Psicanálise. Autor do livro A Tempestade Depois do Arco-íris.