Ficar deprimido não lhe faz uma pessoa negativa, mas humana. Entretanto, nunca deixe que alguns dias ruins lhe façam acreditar que a vida toda não é boa. Acredite: é possível dar a volta por cima. 

Tudo bem ficar triste se as coisas não aconteceram do jeito que você queria.

Se a grana não deu. Se a promoção no trabalho não saiu ou se foi demitido. Ninguém é de ferro. A gente se prepara para tudo com o intuito de que dê certo. A frustração sempre é uma possibilidade, sim, mas entender isso não nos impede de sentir o baque.

Tudo bem se você perdeu a calma com uma ofensa ou se exaltou diante de uma injustiça.

Faz parte perder a paciência com quem insiste em incomodar, outras vezes, o excesso reativo vem por medo. De viver, de perder, de ser rejeitado. Mas calma, você não tem nervos de aço para aturar o pior da vida sempre. Apenas tente tomar o controle da próxima vez.

Tudo bem ficar magoado se alguém o desapontou.

Se, depois de tudo que você fez, o retorno foi a ingratidão. Não há mal algum em ficar decepcionado se as pessoas não são como você as imaginava.

E quando quem mais você ajudou lhe vira as costas no momento que você mais precisa, machuca bastante, sim, porque no seu peito não bate um coração de pedra. Inatingível, inabalável.

Bate um coração humano, sensível que deseja e necessita afeto, compreensão e paz. Que dói diante da traição, da maldade e, também, cansa de sofrer.

Então, não se condene por estar cabisbaixo, com o humor triste e sem vontade de falar com os outros após um dia ruim. Faz parte ficar irritado depois de uma sucessão de imprevistos desagradáveis ou de tentativas frustradas. A angústia bate no peito e a ansiedade também.

Afinal, você não tem uma alma gelada. Pelo contrário, é capaz de sentir fundo cada paulada da vida.

E, então, chora. Não tem problema se a dor fizer você se debulhar. Às vezes, as lágrimas são as palavras que o coração não consegue dizer. Então, coloque para fora mesmo.

Alivie o peito para que ele esteja pronto para recomeçar, porque esse choro que escorre pela sua face refloresce a paz na sua alma, assim como a chuva bemvinda do céu fertiliza a natureza. E os frutos gerados dessa mágoa são a reflexão, a compreensão, a maturidade, uma nova visão sobre as coisas e o mundo.

Tristeza não é fraqueza, é sinal de que você tem sentimentos. Que é um ser humano passível de amor. Mais do que isso, o sofrimento é aprendizado. É o grande triunfo do Universo para que possamos evoluir como seres humanos.

A dor nos ensina mais do que o erro do outro, porque a verdadeira mudança acontece quando temos que juntar os cacos do nosso próprio coração.

É o momento em que a gente para e pensa sobre tudo e, então, entende que não é a tristeza que nos define, mas nossa coragem e determinação de vencê-la.

Por isso, não tem problema ficar na sua, ter uma manhã de mau humor ou um momento só para si. Permita-se desabafar, desabar quando chegar no seu limite e ficar na cama o dia inteiro sem vontade de fazer nada.

Se dê um tempo antes de continuar, sem culpa, por alguém, de alguma situação. Pare para respirar um pouco, desestressar. Mas impeça vigorosamente que a tristeza crie raízes no seu coração, que ela se mude de mala e cuia para os seus pensamentos.

Porque a tristeza pode até ser o preço que a gente paga pela felicidade. Mas nunca será a condutora da nossa vida. Por isso, não se demore com ela, levante e saia para o mundo, afinal, ainda há muita vida lá fora esperando para lhe fazer sorrir.

Busque o que te faz alegre sem jamais esquecer que a dor só se faz presente nos bons corações. Apenas, não se curve a ela. Não perca o comando. 

A tristeza pode até acabar com seu dia, mas jamais permita que ela diminua a sua alma. Jamais.

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Luciano Cazz
Luciano Cazz é formado em Comunicação, também ator e roteirista pela NYFA (New York Film Academy). Além de estudante de Psicanálise. Autor do livro A Tempestade Depois do Arco-íris.