Jamais permita que ninguém confunda você quanto a quem eu sou. Quanto a quem nós somos. Muitas vezes, sou furacão, mas para você sou brisa, porque você me faz querer amar.

Por certo, o gostar é uma variável que aumenta ou diminui conforme a pessoa e o laço que temos com ela.

É importante você entender que a nossa relação não passa pelos outros, porque guardo por eles o exato sentimento que merecem, assim como o carinho que tenho por você.

Mas sou furacão e sou brisa. De fato, nunca fui de fingir sentimentos. 

Confesso que gostaria de ser melhor nesse quesito, mas se o trato bem é porque gosto de você de verdade. Esse bem-querer vem das coisas bonitas que você é e faz.

Se lhe sou sincero, é porque a você devo minha integridade, o respeito que você merece, pois o meu caráter entrego a quem sou fiel.

Se o procuro quando preciso é porque confio a você a minha necessidade.

Não peço aos perversos, aos que não admiro. Para eles sou furacão. Não é orgulho, mas caráter, por isso jamais recorreria, em um momento de dificuldade, a quem eu não gosto. Eu me sentiria mal, corrompido.

Inegavelmente, ser interesseiro é para os fortes, para aqueles que conseguem corromper a sua própria alma e reviram seu caráter ao avesso. Impossível para quem não consegue ser infiel aos seus próprios sentimentos.

Da mesma forma, não pretendo ser desagradável e desonesto com ninguém, mas sei ser impiedoso com aqueles que me traem. Sei ser indiferente aos que me ferem.

Às vezes, anulo a pessoa tão bem anulada dentro de mim que se passar por ela em um momento difícil, sou capaz de ajudá-la, em compromisso com o Universo.

E, então ela diz: “Ele não é assim como parece”

Sou, sim. Para você e todo mundo. Repito sem titubear, sou a exata medida do que você merece de mim. O retorno das suas atitudes e sentimentos.

Bom para os generosos, atento para os verdadeiros amigos e impaciente ou indiferente para os de caráter falho, para os injustos e egoístas.

Quando não sou gente boa, quando perco para o temperamento, não significa que estou me revelando outra pessoa, mas uma parte de mim que acende diante da mentira e da maldade.

Da mesma forma que a generosidade me acalma, a lucidez me admira e atrai. O bom caratismo me faz uma pessoa melhor.

Portanto, não dê ouvidos ao que falam de mim. As pessoas distorcem. Pretendem me definir por uma atitude, por uma escolha. Generalizam falhas.

Certamente, satisfazem-se com isso, para amenizar o fato de não terem o afeto e admiração que gostariam de ter de mim.

Outras vezes, inventam, fazem os outros acreditarem que sou é tudo aquilo de ruim que elas mesmas são.

Entretanto, ninguém é de todo bom. Evidentemente, todos têm seus deslizes, mas preste atenção em como sou com você.

Nunca permita que as palavras de quem não chamo de amigo tenham um peso maior do que o laço que construímos juntos.

E quando elas tentarem boicotar a nossa relação, entenda que é exatamente este tipo de pessoa que tira de mim o meu pior.

Agora, a você, minha querida e meu querido, todo o meu melhor.

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Luciano Cazz
Luciano Cazz é formado em Comunicação, também ator e roteirista pela NYFA (New York Film Academy). Além de estudante de Psicanálise. Autor do livro A Tempestade Depois do Arco-íris.