Aqueles acometidos por restrições cerebrais e alguns transtornos comportamentais não sofrem de nenhuma limitação do espírito. Pelo contrário, muitas vezes, são almas muito mais inteligentes, entretanto encontram na deficiência corporal um impedimento para se expressar claramente.

Em outras palavras, é um problema físico. A alma não consegue se comunicar através da matéria prejudicada em sua formação original ou danificada em certo momento.

Assim como uma pessoa muda que não consegue falar devido a surdez, e não por falta de capacidade intelectual, tanto que aprende outras formas de se comunicar, às vezes, mais complexas.

Mas qual será a finalidade de uma pessoa nascer com esse comprometimento?

Os espíritos que nascem nesses corpos são aqueles que estão sob resgate severo. Ele acontece através do constrangimento que passam e pela frustração de não conseguirem se expressar de acordo com o que pensam e sentem, destoando da forma convencional de comunicabilidade.

Assim, sofrem constantemente por serem uma alma sã e inteligente aprisionada em um corpo limitado que não permite a fluência dos seus pensamentos para o mundo externo. O corpo torna-se uma barreira entre a alma e o mundo.

Como consequência disso, frequentemente são incompreendidos, sofrem deboches e preconceito. A dificuldade de lidar com suas inconstâncias emocionais ou expressão desfigurada faz com que sejam rejeitados, levando-os, muitas vezes, ao isolamento. O que causa muita dor.

Tal dificuldade é resultado do não aproveitamento de talentos em outrora. Pessoas que permaneceram isoladas do mundo, em vez de ajudá-lo com as potencialidades adquiridas no passado. Ou usufruíram de tais faculdades de conhecimento superior de forma negativa, como enganar os outros, influenciar às pessoas ao mal ou incitar violência, por exemplo.

A inteligência é um atributo da alma, desconexa do corpo. Mas essa alma antiga, com uma bagagem de intelectualidade forte usada para prejudicar em outros tempos, pode ser barrada em um corpo com o cérebro que não se desenvolveu de forma efetiva.

Então, como evoluir diante da capacidade limitada de fazer escolhas?

Podemos pensar que não há sentido nenhum no fato dessas vidas nascerem na Terra. Sem progredirem, perdem em finalidade e objetivo de existência, mas a única razão de virem a este mundo é a reparação

Sem poder fazer o bem nem o mal, devido a seu estado, não podem responder com consciência total na maioria de suas atitudes.

Então, o autismo e muitos transtornos vêm como uma expiação, imposta pelo abuso de certas qualidades. E, diferente da maioria dos espíritos, eles não escolheram tal condição.

Isto significa que foram obrigados a reencarnar com este desafio sem concordarem, como uma pausa temporária para compreenderem o valor da intelectualidade e sua importância na evolução do mundo e da sua própria alma.

Por isso, é bem mais provável que um autista seja a reencarnação de um gênio, do que de um espírito regular, pois, para desperdiçarem demasiadamente a intelectualidade, há de haver muita inteligência.

Por outro lado, para os que bem se comunicam, suas dificuldades passam erroneamente como a de seres inferiores devido a uma falha corporal ligada ao cérebro.

Uma vez que o limite é no corpo e não na alma, muitos deles pensam como a gente ou até de forma mais elaborada. Porém, não conseguem se expressar com a fidelidade dos pensamentos devido aos curtos-circuitos na transmissão das informações internas para o mundo exterior.

Assim, é o jogador argentino Messi. Diante de tanto talento, o melhor jogador do mundo foi diagnosticado com leve grau de autismo. O que implica em certa dificuldade ao se relacionar, demonstrada em uma timidez além da média e um natural distanciamento social das pessoas que convive, deixando claro a diferença entre habilidades psíquicas e talento.

Surpreendentemente, dentro de si, muitos deles conseguem ter a consciência dessa dificuldade. Ou seja, compreendem a sua condição e sua dificuldade, percebendo a distorção na forma como exteriorizam suas ideias.

Devido às suas limitações, necessitam de pessoas que tomem conta deles por toda a vida.

Possivelmente, os parentes ou cuidadores foram aqueles que outrora o influenciaram a usar suas potencialidades intelectuais de forma negativa ou abusiva, como também podem ser aqueles que escolheram descer à Terra e ajudar por amor, pelos fortes laços adquiridos durante muitas vidas.

Missão cumprida nesta vida, ao desencarnar, o autista vai recuperando suas faculdades conforme se desapega do corpo. Aceitando sem revolta a expiação que passou, fica pronto para mais desafios, os quais lhe darão a oportunidade de evoluir a alma ainda mais.

E, quem sabe, finalmente, terem a chance de usar sua inteligência para realmente fazer o bem no mundo.

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Luciano Cazz
Luciano Cazz é formado em Comunicação, também ator e roteirista pela NYFA (New York Film Academy). Além de estudante de Psicanálise. Autor do livro A Tempestade Depois do Arco-íris.